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Empresário morto em Salvador já esteve preso e respondia processos

Prisão foi motivada por extorsão e as acusações são de ameaça e violência doméstica. No entanto, não se sabe se situações têm relação com o crime

O empresário Luis Fabiano Gomes de Oliveira, que foi assassinado a tiros na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, já havia sido preso por extorsão em 2015, e respondia um processo por ameaça e violência doméstica. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pelo advogado da família da vítima, Jonas Benício.

Além dessas situações, o empresário também era dono do carro que atropelou e matou o agente de trânsito Jailton Pereira do Nascimento no ano passado. O veículo do acidente não é o mesmo que ele usava quando foi assassinado. Ainda não se sabe se os casos têm relação com o crime.

“Seria precipitado falar que estaria ligado a essas situações, não sabemos ainda o que motivo o crime. A família está cooperando com a Polícia Civil, a quem a gente confia no trabalho, para que se identifique o atirador”, contou Jonas Benício.

De acordo com o advogado, Luis Fabiano não chegou a ser julgado no caso de extorsão. Já os crimes de ameaça e violência doméstica não foram detalhados.

O caso está sob investigação da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico). Segundo a Polícia Civil, a autoria e motivação estão em apuração. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Em entrevista à TV Bahia, o advogado disse também que não há informação de que o empresário tenha sido vítima de ameaças nos últimos dias. “Nem o filho, nem familiares relataram qualquer tipo de ameaça ao jurídico dele e ao meu escritório”.

Segundo Jonas Benício, Fabiano Luís tinha imóveis alugados e ministrava um curso de corretagem, onde comprava e vendia imóveis. Pertences que estavam com a vítima na hora do assassinato e o carro já foram liberados, mas a linha de investigação ainda não foi passada para a família, conforme afirmou o advogado.

O corpo do empresário será sepultado no sábado (12), no Cemitério Municipal de Alagoinhas.

 

Câmera filmou crime

Vídeo: Reprodução / Redes Sociais

 

 

O ataque aconteceu no início da tarde de quinta-feira (10). Uma câmera de segurança instalada nas proximidades do local onde o empresário foi assassinado registraram o momento do crime. A situação aconteceu na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, e assustou motoristas que passavam próximo ao carro da vítima.

Nas imagens, dá para ver um homem usando uma mochila de entrega por aplicativo se aproximando em uma motocicleta. Em seguida, o suspeito saca a arma e atira várias vezes no empresário, que estava no volante. O carro da vítima ainda chega a andar alguns metros, mas para. O motociclista abandona o veículo e foge a pé.

Inicialmente, a Polícia Civil informou que Luis foi atacado por dois homens. No entanto, as imagens do crime mostram a ação de apenas um suspeito. Testemunhas contaram que, além da motocicleta, que apresentou um defeito na hora da fuga, o homem abandonou na região também a mochila de entregas que usava.

Um outro vídeo gravado por uma testemunha mostra os momentos após o ataque a tiros. A noiva da vítima, que estava no carro, aparece desesperada e pede socorro para outras pessoas, que passavam pelo local. Após a situação, a mulher assumiu o volante do carro e invadiu o Hospital da Bahia, que fica na região, em busca de atendimento médico.

                                             

					Empresário morto em Salvador já esteve preso e respondia processos
Foto: Reprodução / Redes sociais

Em nota, o Hospital da Bahia informou que a mulher passou sem parar na cancela da unidade e freou no acesso à área de exames. Os profissionais que atuam na instituição ainda tentaram atender a vítima e atestaram o óbito. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será periciado.

O crime está sob investigação da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico). Em nota, a Polícia Civil informou que imagens de câmeras de segurança da região serão analisadas, “a fim de que auxiliem na identificação dos suspeitos de envolvimento no crime”.

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